Outro mundo
Segunda-feira, 26 Maio 2008
Mudei de mundo recentemente,
Não foi bom, foi óptimo. Por tudo. Por ti. Por nós. Naquele local e com aquela companhia, era impossível não ser tudo tão bom! Cumprimos promessas, comemorámos e não nos largamos durante aqueles 3 dias.
E foi perfeito, todos os nossos momentos, todos os pedacinhos contigo. Recordo cada passeio, cada fotografia, cada palavra dita, cada gesto nosso, aquela distância tão curta. Sorrisos constantes, ao acordar. Sorrisos a transmitirem aquilo que as palavras repetiam frequentemente. Foram sentimentos e mais sentimentos, tão fortes e aproveitados até ao último segundo.
Nós, que mais nos espera?
Quero descobrir! Quero tanto descobrir!
Mais um momento, para um livrinho imaginário que tem muitas páginas em branco, para preencher. Para lá escrever todos os sonhos que em conjunto projectamos todos os dias.
Obrigado por este fim-de-semana!
Meu amor*
E lá vai um. Um que me faz querer muitos mais. Que me fez sentir com tanta força tudo aquilo que descobrimos até hoje, que vamos descobrir amanhã, que vamos descobrir depois… E depois… E depois…
Vamos fugir? Falta pouquinho!
Parabéns a nós*
Ás vezes, é bom mudar de mundo… Difícil mesmo, é sair dele outra vez.
Estar perto e longe ao mesmo tempo é algo que vamos sentindo todos os dias, e nós descobrimos o verdadeiro significado.
Descobrimos que simples olhares podem dizer tanto tanto! Vamos descobrindo o nosso “nós”, aos poucos.
Voltámos a sentir a dor do “deixar ir”, a dor do “ter de largar”, sabendo que em breve estaremos de volta.
As palavras repetem-se “muitíssimo”, para dar voz aos dias de muitos sentimentos misturados, muitos pequenos gestos que acabam por deixar a sua marca. Eu também tentei deixei a minha, acho que consegui.
Foi bom, adorei!
Um sorriso para ti, sempre*
Outra margem de mim…
Quarta-feira, 7 Maio 2008
É muito tempo a desejar o tempo
de mudar ventos, levantar marés
É muita vida a desejar o alento
que faz saber ao certo quem és
É funda a toca onde te escondes tanto
Tem a distância entre o silêncio e a voz
A vida rasga bocadinhos gastos do mundo
vai descascando até chegar a nós
E tu que sabes tanto de mim
Tu que sentes quem eu sou
Dá-me o teu corpo como ponte que me salve
do que o medo fechou
São muitos dias a perder em vão
sem nunca entrar dentro do labirinto
É muita vida a não ser o que tu sentes
a planar sobre o que eu sinto
É quase noite, não te escondas mais
vai desatando até entrar o ar
Dá-me um gesto que me diga o teu fundo
uma palavra para te tocar
Tu que sabes tanto de mim
Tu que sentes quem eu sou
Dá-me o teu corpo como ponte que me salve
do que o medo fechou
Tu que sabes tanto do sol
e és uma espécie de outra margem de mim
Olha-me dentro como chão que me agarre
Pode ser esta noite quente
a estrada aberta mesmo à nossa frente
E tu e eu a descobrir o ar
Não é preciso correr
Não é urgente chegar
O que é preciso é viver..
Para ti*